Fundada em 1959 em Hunan no sul da China, esta companhia é considerada uma das mais importantes do país, tendo já atuado em mais de 50 países e recebido vários prémios, de entre os quais se destaca o “silver Clown” em Monte Carlo.

A sequência de números que apresenta evidencia a larga tradição do teatro acrobático Chinês, uma disciplina cénica que promove a beleza e a simplicidade do gesto.

Através da acrobacia explora-se um conjunto ilimitado de variações e mutações do corpo humano, utilizadas na sua génese para encarnar deuses e demónios, personagens suportados num vastíssimo património de lendas antigas.

O espetáculo, que conta com o Alto Patrocínio da Embaixada da República Popular da China, é composto por 15 números. Cada um deles conta uma história diferente e recorre a técnicas acrobáticas distintas relacionadas com a cultura milenar chinesa.

Desde seres míticos a elegantes bailairinas dançando com os seus amantes, os artistas invocam atividades ancestrais como a caça ou a guerra, com especial cuidado no guarda roupa e na qualidade da imagem. Esta conjugação de acrobacia, danças típicas e artes marciais revela-se muitíssimo exigente tanto do ponto de vista físico como mental, dada a complexidade de disciplinas a que recorre.

Os 26 acrobatas em palco – que treinam, na maior parte dos casos, desde os cinco anos de idade – demonstrarão a sua inigualável mestria na arte do equilibrismo, malabarismo, contorcionismo, entre outros, que faz da companhia de Acrobatas de Hunan uma das mais relevantes do teatro chinês da atualidade.