No ano passado o público do Festival de Almada votou, para que regressasse este ano como Espectáculo de Honra, na encenação de Hedda Gabler que a norueguesa Juni Dahr realizou na Casa da Cerca.

Tratava-se de uma montagem para 70 espectadores de cada vez, na qual o público era convidado a tomar assento na sala de estar da heroína de Ibsen. Este espectáculo de pequeno formato acaba por dar o mote para a 34.ª edição do Festival de Almada, no Teatro Municipal Joaquim Benite, que inclui um conjunto de oito espectáculos intimistas, com carreiras alargadas, que convidam o público para uma relação de especial proximidade com os actores.

Mas o Festival de Almada é também o lugar das grandes produções internacionais, e este ano o suíço Christoph Marthaler e o italiano Pippo Delbono encabeçam uma lista de 15 criadores oriundos de França, Noruega, Bélgica, Argentina, Roménia, Inglaterra, Israel, Itália, Suíça e Espanha, que se apresentam em 11 palcos de Almada e Lisboa (Teatro Nacional D. Maria II, Centro Cultural de Belém e Teatro Taborda).

O teatro português estará representado por 11 companhias (com cinco estreias), sendo de destacar um ciclo dedicado ao novíssimo teatro do nosso País.

O autor do cartaz desta edição é o artista plástico Jorge dos Reis.