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Inês Castel-Branco: “Todos os dias me ponho em causa”

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Descendente de viscondes, Inês Castel-Branco não se coaduna com títulos de nobreza.

Determinada, desde cedo decidiu que queria ser atriz e, quando atingiu a maioridade, abraçou o seu primeiro projeto na representação na série “Uma Aventura”, transmitida pela SIC.

Antes, tentou a carreira de modelo mas sentia que o auge da felicidade acontecia quando vestia a pele de uma qualquer personagem.

Nos primeiros anos de profissão deu vida a vários papéis mas foi na série juvenil “Morangos com Açúcar”, em 2005, onde interpretou a radical Alice, que saltou para as luzes da ribalta pelo seu ar jovial e descontraído e o à vontade com as câmaras.

Dona de uma personalidade cativante, rápido fez esquecer o facto de ser filha de Luísa Castel-Branco, embora tenha “o maior orgulho” da sua progenitora, conquistando o seu lugar na televisão nacional.

Inês

Um camaleão na representação

Com um estilo muito próprio, Inês tem-se revelado um verdadeiro “camaleão” quando o assunto é representar.
De crista, loura, ruiva, morena, com o cabelo comprido ou até mesmo rapado, a atriz reage com naturalidade quando muda de visual para abraçar novos projetos.

Papel após papel, Inês desconstrói-se, reinventa-se. Depois da simpática e bem-humorada peixeira “Tina”, em “Mar Salgado”, prepara-se agora para protagonizar a nova trama da estação de Carnaxide, “Amor Maior” com a calculista “Francisca”.

“O grande desafio é sempre o próximo, mas este é sem dúvida enorme”, começa por revelar sobre o que está para chegar. Sobre a sua personagem, Inês garante que “é surreal” e explica que “a Francisca é uma mulher muito inteligente, mas muito má e que não olha a meios para atingir os fins”.

Com um amor obsessivo por Manuel (José Fidalgo) e uma sede de vingança pela família de Clara (Sara Matos), a mulher a quem Inês Castel-Branco dará vida faz com que a atriz se sinta algo insegura, mesmo depois de tantos papéis interpretados ao longo de mais de dez anos de carreira.

“Tenho sempre medo de não conseguir e todos os dias me ponho em causa e pergunto se serei capaz de fazer bem o meu trabalho, mas ainda bem que há personagens que nos tiram o tapete”, sublinha com a certeza que “no dia em que me deixar de preocupar será certamente a morte do artista, se me sinto insegura é porque é bom”.

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O seu papel principal: o de mãe!

Recatada no que à sua vida pessoal diz respeito, a atriz deixa escapar o orgulho que tem no filho, Simão, de cinco anos.

Fruto da relação com Filipe Soares, o menino traz outra luz ao olhar da progenitora que faz questão de ter tempo para disfrutar da sua companhia: “Quando ainda não era mãe, não tinha problema em fazer teatro e televisão ao mesmo tempo, mas agora é diferente, preciso de ter tempo para mim e para ele”.

Embora a relação com Filipe tenha terminado, quando Simão tinha apenas dois anos, Inês continua a dividir as responsabilidades parentais com o artista plástico a quem tece largos elogios. “Às vezes é difícil ter tempo para tudo, mas é uma questão de organização, e no que respeita ao meu filho, ele tem um pai muito bom e esse é também o meu descanso, não estou sozinha nesta tarefa”, confidencia.

Com a maternidade no topo das suas prioridades, Inês gostaria que Simão não fosse filho único. Um desejo que por agora tem adiado.

Sem namorado desde que terminou a relação com o humorista César Mourão, a atriz foca-se no trabalho e na família, garantindo que “ser mãe, sobrepõe-se a tudo o resto”.

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Fotos: MoveNoticias